A organização dos espaços e materiais nas salas de Educação Infantil são aspectos determinantes na construção de conhecimentos, da autonomia e da convivência com o outro. É preciso considerar as características da faixa etária, a rotina da aula e a proposta pedagógica da escola para planejarmos e definirmos como será a organização dos espaços e a disposição dos materiais.
A melhor forma de deixar a sala acolhedora e adequada à faixa etária é a organização em cantos, dividindo o espaço com estantes baixas e os materiais de uso das crianças organizados e acessíveis a elas.
Os cantos que asseguramos aqui na escola são: do faz de conta (fotos), da construção, da leitura, Arte (fotos), Matemática e Linguagem (fotos). Muitos dos móveis e materiais são confeccionados pelas professoras e estagiárias utilizando caixas grandes de papelão e potes plásticos reaproveitados.
Nas paredes temos 4 murais em cada sala, dois são utilizados pelas professoras dos dois períodos (de manhã é uma turma e de tarde outra) e outros dois para exposição das produções de Arte, aí é um para cada turma. Os murais compartilhados: um é para Linguagem onde são colocados os textos que estão sendo trabalhados no eixo de oralidade, escrita ou música e o outro para as pesquisas de outro projeto, geralmente do eixo de Natureza e Sociedade. O importante é que todos os murais estão na altura adequada ao acesso das crianças, afinal os trabalhos, pesquisas e textos são para que a criança possa apreciar e interagir com eles.
O alfabeto e uma sequência numérica (1 a 30 no infantil 1, 1 a 50 no infantil 2 e até 100 na turma de 5 anos, infantil 3) estão afixados logo abaixo do quadro negro, embora seja bem baixo foi o melhor local que encontramos para que as crianças possam visualizar e colocar as mãos para localizar alguma letra ou número.
O importante é que o alfabeto seja de letra imprensa maiúscula e sem qualquer gravura afinal a letra já tem um significado em si e as crianças sabem e falam “…esse é o P do meu nome”, assim como pode ser o P da Pâmela, da Priscila e com formação silábica totalmente diferentes. A sequência numérica também é só com os números (sem gravuras com 1, 2 ,3…objetos) e aqui a justificativa é que os números têm outras funções além de registrar quantidades (minha casa é nº 600 e não significa que tem 600 casas na rua).
Temos ainda dois gaveteiros (um da turma da manhã e outro da turma da tarde) para que cada criança possa guardar suas produções, cada gaveta está identificada apenas com o nome, sem desenhos ou outros artifícios, para que as crianças memorizem, desde o infantil 1, como é a escrita de seu nome.
E a decoração? Os móveis da mesma cor, os potes também padronizados e organizados, os jogos e brinquedos bem arrumados, os murais com as produções das crianças e os textos de referência já são suficientes para deixar as salas bem bonitas. Em hipótese alguma decoramos com figuras estereotipadas de animais ou personagens, isso descaracterizaria a sala como espaço de aprendizagem. Os livros de literatura e as reproduções de obras de arte (nas sequências ou projetos de Arte) já alimentam o repertório imagético dos pequenos, não podemos confundir a sala de aula com festa de aniversário onde cabe um tema e esse tipo de decoração.
E as salas de sua escola, já estão organizadas? Compartilhe as soluções que você encontrou.
Um abraço, Leninha.
Recepção dos alunos novos e dos pais no primeiro dia de aula.
ACOLHER OS ALUNOS NOVOS É MUITO IMPORTANTE PARA QUE ELES TENHAM VONTADE DE IR À ESCOLA.
A escola em que trabalho recebe, anualmente, alunos novos para o 2º Ano do Ensino Fundamental. São crianças que fizeram a Educação Infantil e o 1º Ano em uma escola municipal, localizada no mesmo bairro.
No primeiro dia de aula, eu e a diretora organizamos a recepção dos pais e das crianças no pátio da escola. É o momento em que a diretora, eu e as professoras dos 2º anos nos apresentamos e explicamos que será marcada uma reunião específica para falar mais detalhadamente da escola e de seu funcionamento.
Apresentação dos espaços e avisos gerais aos pais
Aproveitamos este momento para dizer a eles que nos comunicamos com a família por meio de bilhetes e, por isso, devem ficar atentos ao material dos filhos a fim de estarem cientes de futuras convocações e comunicados.Também mostramos onde ficam as salas de aulas, os banheiros, a biblioteca e as outras instalações da escola, como diretoria, secretaria e sala de coordenação.
Em seguida, a diretora apresenta as professoras das respectivas turmas A, B e C e faz a chamada das crianças que vão compor cada turma. Nesse momento, as crianças acompanham suas respectivas professoras para a sala de aula. Os pais acompanham os filhos até a classe e ouvem das professoras as primeiras explanações de como desenvolvem seus trabalhos. O primeiro item da conversa é sobre a importância de os pais deixarem as crianças no portão da escola, pois é necessário desenvolver a autonomia das mesmas.
Passeio dos alunos pela escola
Quando os pais vão embora, as professoras iniciam o passeio pela escola com as crianças. O objetivo é apresentar, mais especificamente, os diferentes espaços físicos e, também, apresentar as pessoas que trabalham na escola, suas funções e a quem devem recorrer em cada situação. Oriento os professores para que, nos primeiros dias de aula, proporcionem, às crianças, brincadeiras de integração no grupo e atividades prazerosas visando o “gostar” da nova escola. Enfim, deixamos para a primeira reunião os detalhes de funcionamento da escola, suas regras que, aliás, será o assunto do próximo post.
E vocês, como organizam a recepção dos alunos novos?
Beijos.
O QUE A LISTA ESCOLA DE MATERIAIS DIZ SOBRE A SUA ESCOLA?
É IMPORTANTE A ADMINISTRAÇÃO DO ALMOXARIFADO ESTAR SEMPRE DE OLHO NO ESTOQUE DE MATERIAIS PARA SABER O QUE SERÁ NECESSÁRIO COMPRAR.
Não é novidade que toda ação escolar, seja da direção, coordenação ou educadores, evidencia a concepção de ensino e aprendizagem que os profissionais possuem e a elaboração das listas de materiais é uma delas.
Na Educação Infantil, não basta apenas lápis e papel. É preciso assegurar que a criança tenha variadas experiências, explore e aprenda a utilizar com autonomia muitos materiais utilizando as diversas linguagens: Artes Visuais, Linguagem Oral, Leitura e Escrita, Matemática, Música, Movimento e Ciências (Natureza e Sociedade).
Para tanto é preciso uma variedade de suportes (papéis, caderno, sucatas), meios (tinta, canetas, lápis, massa de modelar) e instrumentos (pincéis, tesoura) além de livros de literatura e pesquisa, CDs de música e materiais para atividades corporais (bola, corda, baldinho). Muitos desses materiais cabem à escola (ou Secretarias de Educação) providenciar, outros cabem às famílias e são desses que vou falar. Que materiais devemos incluir numa lista que condiz com a proposta pedagógica, respeita o meio ambiente e a ética do não desperdício e do reaproveitamento?
A lista de materiais da minha escola
Disponibilizo aqui uma tabela (
aqui) com os itens que compõe as diversas listas dos diferentes níveis (Infantil 1, 2 ou 3) de minha escola, explicitando resumidamente qual é sua principal utilização, alguns materiais são para todos e outros são mais específicos para o grupo de 3 anos ou de 5 anos. Cada sala tem a lista A e B para que possamos ter uma maior variedade de materiais (com custo semelhante) já que a preponderância é o uso coletivo pelo grupo de crianças assim como ser o mais barato possível para as famílias.
Temos um almoxarifado para guardar os materiais e semanalmente as professoras fazem a solicitação dos itens que precisarão conforme seu planejamento. Uma funcionária, a Cristina, é quem faz malabarismos para organizar tudo no espaço diminuto que temos (e ela consegue!) e também separar e entregar os materiais para as professoras.
Muitos itens são solicitados às famílias ao longo do ano, como embalagens de pizza e caixas de papelão para servirem de suportes em propostas de Arte, sobras de lã, tecidos e muitos outros que são materiais muito mais interessantes e adequados do que lantejoula, glitter e afins. Também não entram na lista materiais que podem facilmente ser substituídos (caixa de pintura a dedo, é só utilizar o guache puro ou acrescido de farinha de trigo) ou que não acrescentam muito às experiências artísticas da criança (cola colorida, por exemplo). Também abolimos o uso de EVA (para confeccionar jogos, molduras) visto ser um material altamente danoso ao meio ambiente.
Outros materiais surgem conforme estudamos e aprendemos: terras de cores variadas para diluir em água e fazer pinturas, uma caixa gigantesca que encontrei na lixeira do meu prédio e serviu de suporte por meses para a turma da profª Andreia. O importante é o equilíbrio entre as propostas de atividades e a necessidade real de solicitar determinado material, aproveitar o que já temos ou utilizar materiais alternativos.
E na sua escola quais são os materiais que não podem faltar?
Um beijo, Leninha.
OS ASSUNTOS QUE NÃO PODEM FALTAR NA REUNIÃO DE PLANEJAMENTO COM OS PROFESSORES:
As discussões coletivas e as orientações recebidas no planejamento escolar deixam os professores mais seguros para iniciarem seus trabalhos.
Anualmente, todas as escolas passam pelas etapas de planejamento, execução, acompanhamento e avaliação dos trabalhos e, em todo início de ano, começamos pelo planejamento da escola para o ano letivo. É sobre esse processo que vou escrever hoje, contando como ele funciona aqui na EE Profª Maria Aparecida dos Santos Oliveira.
Na escola em que trabalho, seguimos o calendário da Secretaria de Estado da Educação, que contempla para o início do ano, o período de Planejamento da Escola. São praticamente três dias de reuniões para “pensar a escola” no ano que se inicia.
Na primeira reunião, eu e a minha diretora fazemos a recepção dos professores e a integração dos docentes por meio de uma dinâmica de grupo. Também entregamos a eles uma pasta que deverá ser utilizada durante o ano, para registrar as reuniões, inclusive as das Aulas de Trabalho Pedagógico Coletivo (ATPC). Um lanchinho especial também faz parte!
Na sequência das reuniões com os professores, desenvolvemos as seguintes atividades:
- Apresentação de como o espaço físico da escola está organizado: salas de aula, sala de leitura, laboratório de informática, pátio, entre outros espaços.
- Retomada dos resultados do ano anterior: nunca partimos do “zero”, mas sim do que já foi conquistado para estabelecermos, em equipe, a continuidade e o aprofundamento dos objetivos e metas para o novo ano. Além de dar continuidade a muitos aspectos, sempre há novos projetos a serem planejados e implantados. Esse é o momento para ousar, mas com “pé na realidade”. Sempre digo, para o grupo, que é importante nos comprometermos cada vez mais com os projetos que já temos e aperfeceiçoá-los. A implantação de novos acontece somente se tivermos condições de dar conta.
- Os professores falam de suas turmas: sempre organizamos um tempo das reuniões para que os professores possam contar, para os colegas, as principais características daqueles que foram seus alunos no ano anterior. Este é um momento importante, mas delicado, pois se não for bem direcionado, alguns alunos ou algumas turmas podem ser estigmatizadas. Sempre oriento que é o momento de ajudar o colega a conhecer um pouco a realidade da turma com que irá trabalhar. A ideia é contar como se desenvolveram ao longo do ano anterior em termos de aprendizagem. Também é o momento de entregar, para os docentes, os portfólios do ano anterior.
- Estabelecimento dos combinados: trabalhar em equipe sempre requer “combinados”. O período de planejamento é propício para estabelecer datas, relembrar práticas como, por exemplo, necessidade de requisitar materiais com antecedência, entrega de rotinas, enfim, dar ciência de uma porção de tarefas que precisam ser realizadas e que principalmente, serão “cobradas” por mim. Aliás, tem uma frase que sempre falo aos professores: “Vamos combinar para depois ninguém alegar ignorância”. Eles riem, mas no fundo, é pura verdade!
- Organização das salas: os professores recebem a chave de seus armários que ficam na sala de aula. Todo início de ano, deixo o armário deles organizado com todos os livros didáticos dos alunos e alguns materiais individuais que farão uso durante o ano. Na reunião de planejamento, os professores têm um tempo para organizarem a sala de aula e a recepção de seus alunos.
- Recebimento do novo portfólio: durante o mês de janeiro, preparo o portfólio das classes para entregar, aos professores, na reunião de planejamento. Sempre retomo com eles, os itens da pasta para fazermos algumas alterações e/ ou esclarecimentos dos registros.
- Palestra: para o ano de 2013, vamos convidar um profissional para realizar uma palestra, aos professores, com o tema “A importância da motivação para ensinar”. Ouvir profissionais que não sejam da própria escola é sempre bom!
As discussões coletivas e as orientações recebidas no planejamento escolar deixam os professores mais seguros para iniciarem seus trabalhos, pois sabem por onde devem começar, do que serão “cobrados”, as datas a serem respeitadas, enfim, estão preparados para iniciar a etapa de execução.
E na escola de vocês, como isso é feito? Compartilhem suas experiências aqui.
Um beijo.
COMO ORGANIZAMOS AS BOAS VINDAS ÀS CRIANÇAS E AS FAMÍLIAS.
Antes do ano letivo começar organizamos um dia especial para a criança com os pais na escola para apresentar a rotina e acolher as famílias.
O retorno às aulas dos pequenos, que já eram alunos e o início dos novatos, é um momento muito especial na Educação Infantil. Os que já eram da escola vão iniciar outro nível, com professor e sala diferentes, os que virão pela primeira vez têm um mundo de novidades a descobrir. As famílias e os pequenos estão ansiosos e até apreensivos para conhecer o professor e saber como funciona e o que se faz no dia a dia da escola.
Com o intuito de acolher as crianças e as famílias e mostrar parte da rotina escolar organizamos um dia especial para a criança junto com um adulto (mãe, pai ou outro responsável). Chamamos de Dia do Acolhimento e é organizado num sábado para viabilizar a participação da maioria das famílias.
O professor prepara a sala de aula com atividades bem simples nas mesinhas: desenho, modelagem e jogo de encaixe, 2 mesinhas de cada. Antecipadamente já foi preenchido o nome e a data de nascimento da criança em uma ficha de identificação que será completada pelo responsável que acompanha a criança enquanto esta brinca e a professora interage um pouco com ela.
As famílias já receberam uma carta ou telefonema, durante o mês de janeiro, convidando para participarem do Dia do Acolhimento num dos 3 horários (8h15 às 9h15, 9h30às 10h30 e 10h45 às 11h45) explicitando que terão a oportunidade de conhecer o professor, a sala de aula e parte da rotina escolar junto de seu filho.
Quando as famílias chegam são recebidas por mim e pela diretora da escola, nos apresentamos para os novatos e damos as boas vindas para os que estão retornando, indicamos o mural onde estão afixadas as listagens das turmas que informa para qual sala devem se dirigir.
O professor recebe os pequenos com seus responsáveis, se apresenta e orienta-os a participarem junto com a criança de uma das atividade. Na sequência ela vai passando nas mesas para fazer um contato com cada família e entregando a ficha para o adulto preencher enquanto a criança desenha, modela ou brinca. Depois desse tempo em sala de aula os pais acompanham seus filhos até o refeitório e lá auxiliam a criança a se servir do lanche oferecido, nesse espaço ficam alguns funcionários orientando visto que o professor está em sala recebendo o outro grupo de pais e crianças.
O professor tem a oportunidade de conhecer cada um de seus alunos numa situação confortável para a criança, já que está acompanhada de um adulto de sua confiança, e os pais conhecem a sala e o professor.
A ficha de identificação é bem simples (acesse
aqui) e auxilia o professor a conhecer um pouco mais da rotina e das experiências da criança.
Desde que foi implantado o dia do acolhimento notamos que a adaptação dos pequenos tem sido mais tranquilo (ou seja, menos choro no início do ano), parece que a oportunidade de pais e crianças conhecerem o professor, a equipe de liderança e os espaços trazem mais segurança e confiança. Tudo isso colabora para que os primeiros dias de aula sejam mais tranquilos.
E na sua escola como é o início das crianças?
Um beijo, Leninha
MINHA ESTRÉIA COMO COORDENADORA PEDAGÓGICA
Lembro-me que, em reunião de planejamento com os professores, no início de 2009, eu disse a eles que “estava aprendendo a ser coordenadora”. Engraçado, todo início de ano, eu os lembro da minha fala e acrescento “hoje, pessoal, continuo aprendendo a ser coordenadora”.
Realmente, a cada ano aprendo mais, a segurança aumenta e as necessidades me fazem trabalhar para a verdadeira realidade. Mas posso dizer que, ao estrear como coordenadora pedagógica, meu primeiro objetivo foi “conquistar” os professores para que se tornassem receptivos à minha nova função e legitimassem o meu papel.
Desde o início, coloquei-me como alguém que poderia contribuir com a formação deles, sendo parceira do trabalho que desenvolviam e, sempre, tendo a certeza que aprenderia muito com eles. E como aprendo!
Logo, ganhei fama de “irritantemente organizada” e gostei, pois realmente sou! Essa minha postura tem se refletido em alguns professores que não eram tão organizados. Além de comentarem, é perceptível nos cuidados com seus materiais e registros que me apresentam.
Enfim, o tempo passa rápido demais. Escrever sobre esse tema me fez pensar que hoje, faço melhor do que quando comecei e que posso melhorar a cada ano.
E você coordenador, como foi a sua estreia?
Beijos.
É HORA DE ESTAR COM O PLANO DE TRABALHO QUASE PRONTO PARA O PRÓXIMO ANO LETIVO.
NO COMEÇO DO , ANO ELABORO UM ROTEIRO COM TUDO O QUE TENHO QUE LEVAR PARA AS REUNIÕES DE FORMAÇÃO.
Assegurar a aprendizagem das crianças sempre é minha meta principal e, sem dúvida, são diversos os fatores que impactam diretamente nas situações didáticas que são planejadas para que a aprendizagem se realize, mas o principal deles, sem dúvida, é a formação do professor.
O professor precisa ter clareza dos objetivos e dos conteúdos de cada eixo de conhecimento do nível que atua, do anterior e do seguinte, afinal em todo grupo seja de 3, 4 ou 5 anos haverá crianças com conhecimentos na média, bem aquém ou além dos colegas e o professor terá que planejar situações didáticas para os diferentes saberes.
Sendo assim cabe ao coordenador pedagógico subsidiar o professor para que ele assegure as aprendizagens, e isso exige diversas ações, elaborei um roteiro para me orientar, mês a mês, no 1º semestre, que ficou assim:
Fevereiro
- Diagnosticar os saberes dos professores novatos na escola ou no nível, tanto teóricos como na prática da sala de aula, aqui impressos que já utilizei.
- Auxiliar os professores a diagnosticarem os saberes da sua turma nos diferentes eixos, aqui elaborarei, com cada grupo dos professores do nível, uma pauta de observação (clique aquipara baixar) a partir das atividades elencadas.
- Revisar e melhorar os combinados com professores e estagiárias sobre:
- O papel da estagiária e o papel do professor
- O uso da agenda
- Como funciona o atendimento aos pais e responsáveis pelas crianças
- A elaboração do planejamento semestral, mensal e semanal
Março
- Subsidiar os professores na elaboração, revisão e adequação dos projetos, sequências e atividades permanentes do 1º semestre.
- Planejar a formação em HTC (horário de trabalho coletivo) a partir do diagnóstico dos saberes dos professores.
- Planejar e efetuar os atendimentos e orientações para os professores que não fazem HTC;
- Agendar os atendimentos individuais com os professores, priorizando os novatos na escola e no nível. O objetivo será ajudar cada professor a adequar o planejamento para os diferentes saberes de seus alunos.
- Planejar os encontros de formação das estagiárias (aqui na escola elas atuam diretamente com as crianças sob a supervisão/orientação dos professores, e não ficam só cortando papéis ou organizando armários).
Abril
- Fazer o acompanhamento da prática dos professores.
- Filmar situações didáticas nas diferentes turmas para discutir teoria e prática no HTC.
- Fazer reuniões por nível para discutir o andamento dos planejamentos e fazer circular os saberes entre os professores.
Maio
- Fazer atendimentos/orientações individuais com os professores conforme a necessidade diagnosticada na observação da prática.
Junho
- Fazer uma formação para auxiliar os professores na escrita dos relatórios de avaliação dos alunos.
- Elaborar e efetuar as avaliações de desempenho dos professores.
- Escrever as devolutivas das avaliações.
- Avaliar os planejamentos do 1º semestre, no final do mês, em encontros por nível.
Bem, esse roteiro precisará de muito investimento em estudos, planejamentos, elaboração de quadros, pautas e ajustes conforme o grupo, afinal das 13 professoras que atuarão neste ano apenas 4 permanecerão no mesmo nível, 3 foram para outro nível (do infantil 1 para o 3 e vice versa), 2 estão retornando depois de um tempo em creche e 4 são novatas na escola.
E você o que já planejou para 2013?